Governador Roberto Cidade. (Foto: Alex Pazuello e Mauro Neto/Secom)
Manaus (AM) – O governador Roberto Cidade anunciou, nesta quinta-feira (11/06), a decretação do Estado de Emergência Climática e Ambiental em caráter preventivo no Amazonas, com validade de 180 dias. A medida busca antecipar ações para reduzir os impactos de uma possível estiagem severa influenciada pelo fenômeno El Niño, com foco na prevenção, mitigação de danos e assistência às populações que possam ser afetadas.
Instituído pelo Decreto nº 54.274, o estado de emergência permitirá a atuação integrada dos órgãos estaduais no planejamento de medidas contra os efeitos da seca, como redução da disponibilidade hídrica, incêndios florestais, ondas de calor e impactos ambientais, sociais e econômicos. Segundo o governador, a iniciativa tem caráter preventivo e busca evitar os transtornos enfrentados durante a estiagem de 2023.
Roberto Cidade destacou que o decreto não prevê contratações emergenciais, mas fortalece o planejamento e a articulação com o Governo Federal para ações como a dragagem de rios e a garantia do transporte de insumos para o Estado.
A decisão foi baseada em análises de instituições de monitoramento climático e do Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil do Amazonas (Cemoa). O Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais ficará responsável por coordenar as ações entre os órgãos estaduais.
Secretário executivo da Defesa Civil do Amazonas, coronel Clóvis Araújo. (Foto: Alex Pazuello e Mauro Neto/Secom)
A Defesa Civil do Amazonas atuará no acompanhamento dos cenários hidrológicos e meteorológicos, gestão de riscos e orientação aos municípios. Já o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) reforçará as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais e queimadas durante o período de seca.
Comandante-geral do CBMAM, coronel Orleilso Muniz. (Foto: Alex Pazuello e Mauro Neto/Secom)
Os órgãos ambientais, como a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), ampliarão o monitoramento, fiscalização e ações preventivas contra queimadas e degradação ambiental.
(Foto: Alex Pazuello e Mauro Diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço. (Foto: Alex Pazuello e Mauro Neto/Secom)
O Governo do Amazonas também prevê medidas para apoiar setores produtivos, com ações voltadas aos produtores rurais, pescadores e trabalhadores da aquicultura, além de monitoramento dos impactos da estiagem na saúde e na educação.
Secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira. (Foto: Alex Pazuello e Mauro Neto/Secom)
Na saúde, a SES-AM e a FVS-RCP acompanharão possíveis efeitos relacionados ao calor extremo, falta de água e fumaça das queimadas. Na educação, a Seduc-AM desenvolverá ações de conscientização e medidas para garantir a segurança de estudantes e profissionais durante eventos climáticos extremos.
(*) Com informações da assessoria
LEIA MAIS:
Não deixe de curtir nossa página no Facebook, siga no Instagram e também no X.
redacao@amazonas1.com.br











Deixe o Seu Comentário