(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Manaus (AM) – Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa do Norte (IPEN) G6 aponta que a maioria dos eleitores do Amazonas é favorável ao fim da escala de trabalho 6×1. Segundo o levantamento, 70,7% dos entrevistados declararam apoiar a redução desse modelo de jornada.
Os dados mostram que 19,7% são contrários à medida. Outros 9,6% afirmaram não saber responder ou preferiram não opinar.
O resultado indica uma ampla vantagem entre os que defendem mudanças na escala 6×1 e os que se posicionam contra a proposta. Em números proporcionais, o percentual favorável supera em mais de três vezes o índice registrado entre os entrevistados contrários.
A pesquisa ouviu 1.200 eleitores entre os dias 17 e 22 de maio. As entrevistas ocorreram de forma presencial em 11 municípios amazonenses: Manaus, Parintins, Itacoatiara, Manacapuru, Coari, Maués, Presidente Figueiredo, Iranduba, Careiro, Tefé e Rio Preto da Eva.
De acordo com o levantamento, o apoio à redução da escala reúne mais de sete em cada dez entrevistados no estado, enquanto cerca de dois em cada dez se manifestam contra a proposta.
O estudo possui margem de erro de 2,8 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O público-alvo foi composto por eleitores do Amazonas e das cidades incluídas na amostra.
A pesquisa está registrada sob os números AM-07612/2026 e BR-06835/2026.
Após ser aprovada pela Câmara dos Deputados, a PEC 221/2019, que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, atualmente baseada em uma jornada de até 44 horas semanais com um dia de descanso, aguarda análise do Senado. A proposta chegou à Casa em 28 de maio e ainda espera o encaminhamento do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Na Câmara, o PEC foi aprovada em 2º turno com 461 votos a favor e 19 contra. No 1º turno, foram 472 votos a favor e 22 contra.
Segundo o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, a expectativa é que a proposta seja apreciada até junho, antes do recesso parlamentar, previsto para começar em 17 de julho.
O texto estabelece uma redução gradual da carga horária ao longo de um período de transição de 14 meses, sem previsão de redução salarial para os trabalhadores.
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