Número de jovens eleitores cresce no Amazonas antes das eleições de 2026 – A Crítica

Adolescentes de 16 e 17 anos ampliam participação política, enquanto nova geração busca mais representatividade nas decisões do país
(© Wilson Dias/Agência Brasil)
Mesmo com o voto facultativo para adolescentes de 16 e 17 anos, cresce o número de jovens amazonenses interessados em participar das eleições de 2026. Entre o primeiro título de eleitor e o desejo de ocupar espaços na política, adolescentes têm buscado mais envolvimento nos debates públicos e nas decisões do país.
Aos 17 anos, Andriele decidiu emitir o título de eleitor no início deste ano e afirma que pretende participar do processo eleitoral mesmo sem obrigação legal.
“Muitos adolescentes têm que ter essa noção de exercer esse direito, porque as escolhas que temos hoje em dia acabam influenciando o futuro que vamos viver”, afirmou.
No Brasil, os eleitores de 16 e 17 anos já somam mais de 2 milhões, embora ainda representem apenas 1,6% do eleitorado nacional. Para especialistas, o perfil dessa nova geração é marcado pela forte presença digital e pelo acesso constante à informação por meio das redes sociais.
Ao mesmo tempo em que o ambiente online facilita o interesse pela política, também acende um alerta sobre a circulação de conteúdos falsos e informações sem verificação.
“O jovem de hoje está muito conectado e recebe informações principalmente pelas redes sociais. Por isso, é importante ter cuidado com as fontes e buscar informações confiáveis”, explicou um analista político ouvido pela reportagem.
Além do interesse em votar, muitos jovens também demonstram vontade de disputar cargos públicos futuramente. É o caso de Luiz, de 17 anos, que participou do programa Parlamento Jovem, da Assembleia Legislativa do Amazonas, e hoje pretende construir uma trajetória política voltada ao empreendedorismo juvenil.
“O empreendedorismo jovem no Amazonas ainda é muito baixo em comparação com outros estados. Quero trabalhar projetos voltados para os jovens empreendedores e suas famílias”, disse.
Para analistas, esse movimento pode estar ligado à percepção de falta de representatividade nos espaços de poder. Atualmente, jovens ocupam parcela reduzida nas Casas Legislativas e nos cargos do Executivo.
“Nem sempre a democracia representativa representa todos os nichos da população. Quando olhamos para os parlamentos, ainda vemos pouca presença de jovens, mulheres e pessoas negras”, avaliou o especialista.
A orientação para os novos eleitores é que acompanhem com atenção os debates políticos, principalmente aqueles ligados à educação, emprego, empreendedorismo e políticas públicas voltadas à juventude.
Especialistas destacam ainda que decisões tomadas no Congresso Nacional, assembleias legislativas e governos estaduais impactam diretamente o futuro dessa geração, reforçando a importância da participação política desde cedo.

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