(Foto: Maxwell Oliveira e Luiz Albuquerque (drone)/ Implurb)
Manaus (AM) – Um estudo de mobilidade urbana elaborado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura do Amazonas (Seinfra) analisou alternativas para reduzir os congestionamentos e melhorar o transporte público em Manaus. O documento avalia propostas como monotrilho, corredores BRT e BRS, além da implementação de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na região central da capital.
O levantamento aponta que o crescimento populacional e econômico da cidade aumentou a pressão sobre as principais vias, especialmente avenidas como Djalma Batista, Constantino Nery, Torquato Tapajós e Governador José Lindoso. Segundo o estudo, a concentração de atividades comerciais e de serviços contribui para o intenso fluxo de veículos nos horários de pico.
De acordo com a análise, o sistema viário da capital enfrenta dificuldades relacionadas ao crescimento urbano acelerado, à falta de planejamento integrado e à infraestrutura insuficiente para atender a demanda atual. O estudo também destaca problemas como semáforos mal sincronizados, cruzamentos considerados críticos, estacionamentos irregulares e deficiência na estrutura voltada para pedestres.
O relatório afirma que pequenas intervenções de engenharia e ações de fiscalização poderiam solucionar parte significativa dos problemas identificados. Entre os pontos apontados estão ajustes em semáforos, reorganização de retornos, adequação de pontos de ônibus e melhoria da drenagem urbana.
Na avaliação sobre transporte público, o documento cita o monotrilho como uma alternativa para modernizar a mobilidade urbana, principalmente por operar em estrutura elevada e utilizar energia elétrica. O estudo afirma que o sistema poderia reduzir o impacto do trânsito e diminuir o tempo de deslocamento em áreas de tráfego intenso.
Apesar disso, o relatório considera que o projeto apresenta desafios financeiros e operacionais. Segundo o documento, uma linha de aproximadamente 20 quilômetros teria custo superior a R$ 1 bilhão. A análise também aponta dificuldades técnicas para a execução da estrutura, principalmente em trechos curvos, além da necessidade de contratação de empresas especializadas.
O estudo afirma ainda que o monotrilho pode enfrentar limitações de capacidade diante do crescimento populacional da cidade. Por esse motivo, o relatório considera mais viável a ampliação de sistemas de transporte coletivo baseados em corredores exclusivos.
Entre as propostas apresentadas, o documento recomenda a readequação e expansão dos corredores BRT e BRS em avenidas estratégicas da cidade.
Segundo o estudo, as intervenções poderiam ocorrer nas avenidas Constantino Nery, Torquato Tapajós, Governador José Lindoso, no trecho das Flores, e Max Teixeira. O relatório também propõe a implantação de novos corredores nas avenidas Coronel Teixeira e Buriti, além da utilização do Rodoanel Metropolitano, incluindo o Anel Viário Sul, Avenida José Henrique e Anel Viário Leste.
A proposta prevê a ampliação da integração entre zonas da cidade, com foco na conexão entre as regiões Norte e Sul e no acesso às áreas industriais e polos de trabalho.
Segundo o levantamento, o sistema BRT apresenta maior capacidade e eficiência quando comparado ao modelo BRS, utilizado atualmente em Manaus por meio das faixas azuis exclusivas para ônibus. O estudo afirma que a substituição do projeto original do BRT pelo BRS ocorreu devido aos custos de implantação, mas aponta que problemas operacionais e falhas de fiscalização limitaram os resultados do sistema.
Além do monotrilho e dos corredores de ônibus, o estudo sugere a implementação de um sistema de VLT na região central de Manaus.
A proposta prevê uma ligação entre a Estação T1, na Avenida Constantino Nery, passando pela Avenida Epaminondas e Rua 7 de Setembro, até a Estação T2, nas avenidas Leonardo Malcher e Carvalho Leal. O trajeto também inclui vias como Rua 10 de Julho, Avenida Eduardo Ribeiro e Avenida Joaquim Nabuco.
Segundo o documento, o VLT teria menor custo de implantação em comparação ao monotrilho e maior adaptação ao traçado urbano da área central da cidade. O estudo também destaca que o sistema poderia integrar diferentes modais de transporte e reduzir a dependência de veículos particulares.
O relatório também defende investimentos em infraestrutura voltada aos pedestres. Entre as medidas propostas estão a readequação de calçadas, melhorias na acessibilidade e implantação do conceito de “walkability”, voltado ao incentivo da circulação a pé e à integração com o transporte público.
Segundo o estudo, as mudanças poderiam facilitar o acesso de usuários a terminais, corredores de ônibus e demais sistemas de transporte coletivo, além de contribuir para a redução do tráfego nas principais avenidas da cidade.
Confira o estudo completo:
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