Amazonas registra queda de 15,6% nos homicídios de mulheres entre 2023 e 2024 – Amazonas1

(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Manaus (AM) – O Amazonas registrou redução de 15,6% no número de homicídios de mulheres entre 2023 e 2024, segundo dados do Atlas da Violência. O total de casos passou de 118 para 103 no período analisado.
Os números fazem parte da série histórica do levantamento, que reúne informações do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. Em comparação com 2023, quando o estado contabilizou 122 homicídios de mulheres, a queda foi de 15,6%.
A redução observada no Amazonas acompanha a tendência registrada no país. Em 2024, o Brasil contabilizou 3.642 mulheres assassinadas, o equivalente a uma taxa de 3,4 mortes para cada 100 mil mulheres. O número representa uma queda de 6,7% em relação a 2023, quando foram registrados 3.903 homicídios.
Na comparação entre 2014 e 2024, o Amazonas apresentou aumento de 28,8% nos homicídios de mulheres, passando de 80 casos para 103. No mesmo período, o Brasil registrou redução de 24,7%, com queda de 4.836 para 3.642 ocorrências.
Apesar da diminuição dos registros mais recentes, o Atlas da Violência recomenda cautela na interpretação da tendência nacional. Segundo o estudo, ao comparar o período de 2014 a 2024, a redução dos homicídios estimados foi de 15,4%, percentual inferior à queda de 27,7% observada nos registros oficiais.
O documento aponta ainda que, em 2024, a diferença entre os homicídios estimados e os registrados atingiu o maior patamar de toda a série histórica. De acordo com o levantamento, a taxa estimada superou a registrada em cerca de um ponto justamente no ano em que os dados oficiais indicaram o menor nível de homicídios.
Para os autores do estudo, esse descompasso sugere cautela na leitura dos resultados recentes, uma vez que a redução observada nos registros oficiais pode não refletir integralmente a magnitude da violência letal contra mulheres no país.
No Amazonas, os dados mais recentes indicam redução dos homicídios de mulheres nos últimos dois anos. Ainda assim, o cenário deve ser analisado à luz das observações apresentadas pelo Atlas da Violência sobre as diferenças entre registros oficiais e estimativas de mortes violentas femininas.
 
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