Amazonas tem 116 mil famílias fora do Bolsa-Família, maioria em Manaus – bncamazonas.com.br

Iram Alfaia, do BNC Amazonas em Brasília
Publicado em: 02/06/2026 às 13:44 | Atualizado em: 02/06/2026 às 13:47
O governo do presidente Lula da Silva divulgou nesta segunda-feira (1º de junho) que 116 mil famílias deixaram o programa Bolsa Família no Amazonas no período entre março de 2013 a maio de 2026, isso em razão do aumento da renda desses agrupamentos.
Até maio deste ano, mais de 4,4 mil famílias amazonenses deixaram o programa social.
Manaus (1,7 mil famílias) lidera a lista dos dez municípios amazonense com o maior número de desligamento este ano, seguida de Manacapuru (164), Autazes (142), Itacoatiara (140) e Lábrea (140), Parintins (124), Manicoré (119), Iranduba (118), Maués (102) e Tefé (83).
“São famílias que saíram da pobreza por terem conseguido um emprego de carteira assinada ou por empreenderem. Esses lares tiveram a renda acima do limite da regra de proteção ou já cumpriram o prazo previsto para permanência nessa modalidade”, diz nota do Planalto.
Ao divulgar os números nacionais, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, voltou a criticar, sem citar nome, o apresentador Luciano Huck para quem o programa não gera estímulos suficientes para que os beneficiários deixassem de depender do auxílio.
O apresentador citou o caso do o município de Senhor do Bonfim, na Bahia, afirmando que cerca de 56% da economia local estaria ligada ao benefício, mas foi desmentido pelo ministro na ocasião.
“Os números confirmam as estatísticas relacionadas à presença dos beneficiários no mercado formal e refutam afirmações infundadas de que as famílias não querem arranjar emprego”, afirma Wellington Dias.
Em todo o país, mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026 após ampliarem a renda familiar. Os maiores números foram registrados em São Paulo (745,6 mil), Distrito Federal (546 mil), Bahia (487,6 mil), Minas Gerais (430,2 mil) e Rio de Janeiro (393,7 mil).
Entre as capitais brasileiras, São Paulo registrou o maior número de famílias deixando o programa por aumento da renda em maio de 2026, com 7.312 desligamentos. Na sequência aparecem Rio de Janeiro (4.387), Fortaleza (3.790), Salvador (3.095) e Brasília (1.896).
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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
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