Em entrevista ao NeoFeed, a CEO da Explora Journeys, braço da gigante italiana MSC, conta como a marca pretende levar seu transatlântico para a floresta
Vitória Fernandes 30/05/26
Ao limitar a capacidade do navio em mil passageiros, a empresa consegue oferecer um concierge por cabine (Foto: Divulgação)
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A partir de fevereiro de 2027, a Explora Journeys, parte do grupo MSC, partirá para operar cruzeiros na Amazônia, oferecendo uma experiência de luxo com 460 suítes e capacidade para mil passageiros.
O primeiro destino será Manaus, de onde partirá uma viagem de 12 noites até San Juan, em Porto Rico, navegando pelo Rio Amazonas e visitando várias cidades. O preço da passagem, incluindo voo, começa em R$ 50 mil por pessoa.
A presidente Anna Nash destaca que as rotas foram desenhadas para mostrar a diversidade cultural do Brasil e que a empresa busca conquistar o público brasileiro, atualmente em 6º lugar entre seus mercados.
A Explora pretende mudar a percepção dos brasileiros sobre cruzeiros, oferecendo serviços personalizados e experiências significativas.
O grupo MSC investiu € 3,5 bilhões em novas embarcações, com planos de expandir sua frota e explorar destinos globais, enquanto se conecta com o público por meio de esportes de alto rendimento.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Durante muito tempo, explorar os rios da Amazônia esteve associado a longas travessias de barco, calor úmido e infraestrutura precária — uma viagem marcada mais pelo espírito de aventura do que pelo conforto.
A partir de fevereiro de 2027, no entanto, essa imagem deve ganhar contornos diferentes: um dos navios mais requintados do mundo está previsto navegar entre canoas, voadeiras, balsas e embarcações de expedição. Essa é a aposta da Explora Journeys para conquistar os viajantes brasileiros de alto padrão — hoje o sexto maior mercado da marca de luxo do grupo italiano MSC.
“As jornadas ao Brasil foram cuidadosamente desenhadas para destacar a extraordinária diversidade e riqueza cultural do país”, afirma Anna Nash, presidente da Explora Journeys, em conversa com o NeoFeed. “Os hóspedes poderão esperar uma combinação fluida entre cidades costeiras vibrantes, paisagens naturais preservadas e destinos mais remotos e menos explorados.”
Com 460 suítes (todas com varanda), cinco piscinas, seis restaurantes e 12 lounges e bares, a embarcação transporta apenas mil passageiros — enquanto um cruzeiro normal leva, no mínimo, 2,5 mil pessoas. A quantidade não é aleatória: com esse número de hóspedes, é possível ter um concierge para cada quarto, além de evitar a superlotação que os turistas endinheirados abominam.
A partir de R$ 50 mil por pessoa, incluindo passagem aérea, a viagem de 12 dias liga Manaus a San Juan, em Porto Rico, com embarque ou desembarque na capital amazonense.
No Caribe, o percurso inclui St. Barts, Martinica, Barbados e Trinidad e Tobago. Na região amazônica, o navio passará por Macapá, Santarém e Boca da Valéria, comunidade ribeirinha na cidade de Parintins, no Amazonas.
Apesar da expectativa de Nash de receber uma grande quantidade de turistas internacionais na rota, a inclusão do destino no portfólio também faz parte de uma estratégia maior para conquistar o gosto do público brasileiro.
Para aumentar essa base de clientes, a executiva explica que é preciso mudar a visão dos brasileiros sobre os cruzeiros, já que muitos ainda veem o formato como algo de baixa qualidade.
“Os hóspedes brasileiros valorizam serviço personalizado, exclusividade e experiências significativas, elementos profundamente alinhados à filosofia da nossa marca. Para nós, a oportunidade está em construir relacionamentos de longo prazo com hóspedes brasileiros”, afirma a executiva.
Fundada em 2021, a Explora Journeys nasceu com a missão de “reeducar” os viajantes de alta renda sobre cruzeiros. “Desde o início, identificamos esse espaço claro dentro do mercado de viagens de luxo”, conta Nash. “Havia um hóspede profundamente conectado ao universo da hotelaria de alto padrão, mas que ainda não havia encontrado uma experiência no oceano que refletisse o mesmo nível de conforto e serviço intuitivo.”
Para conquistar esse público mais exigente, a empresa se posiciona como uma coleção de hotéis boutique cinco estrelas flutuantes. As rotas preferidas da marca são as do Mediterrâneo — inclusive entre os brasileiros.
O grupo MSC investiu € 3,5 bilhões na construção de novas embarcações para que, até meados de 2028, seis navios da companhia estejam navegando simultaneamente. Assim, será possível acessar 178 destinos em 27 países, incluindo locais como Islândia, Groenlândia, China, Austrália, Alasca e Arábia Saudita. Alguns desses trechos terão duração de aproximadamente um mês.
“À medida que nossa frota cresce, estamos apresentando uma nova expressão de viagens de luxo — uma que se encontra em uma categoria própria e desafia a ideia de que a sofisticação só é possível em terra firme”, conta Nash.
Junto à expansão do número de navios, a marca também tem apostado de forma consistente nos esportes como via de crescimento. Atualmente, Jannik Sinner, o atual número 1 do mundo no tênis, é o embaixador global da Explora. Ao mesmo tempo, para os fãs da Fórmula 1 , a companhia criou rotas destinadas apenas à etapa de Mônaco , uma das mais emblemáticas da temporada.
“Por meio da colaboração com Jannik Sinner, nos conectamos a um público global de forma autêntica e contemporânea, refletindo um senso compartilhado de disciplina e confiança silenciosa”, diz. “Já a nossa presença no GP de Mônaco nos posiciona em um dos momentos mais icônicos do luxo global, enquanto nosso papel como patrocinador principal da equipe Explora Journeys Swiss SailGP Team reforça nossa conexão natural com o oceano.”
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