Porto de Manaus é a expressão do risco e do abandono – A Crítica

São milhares de usuários entre passageiros, trabalhadores das embarcações, entregadores, que estão submetidos a um serviço de embarque/desembarque precário e que coloca suas vidas em risco de acidentes de diferentes proporções
(Foto: Arquivo A CRÍTICA)
O Porto de Manaus, situado na área central da cidade e um dos pontos turísticos mais procurados, está em situação de lástima. Nesse momento, quando volume maior de usuários é registrado em função, principalmente, do Festival Folclórico de Parintins, a condição de acesso e saída das embarcações é deplorável e arriscada.
São milhares de usuários entre passageiros, trabalhadores das embarcações, entregadores, que estão submetidos a um serviço de embarque/desembarque precário e que coloca suas vidas em risco de acidentes de diferentes proporções. O local também é bastante procurado por turistas tanto para conhecer o “Porto de Manaus” quanto em suas viagens aos demais municípios amazonenses.
Há informações de que o novo Porto da Manaus Moderna está em andamento e deverá contemplar inovações tecnológicas que irão oferecer uma série de serviços e mais comodidade aos usuários. O porto se tornará em si uma atração turística e terá, de acordo com informações da Prefeitura da capital, áreas reservadas a cada modalidade de demanda de serviço (como terminal de carga e terminal de passageiros), acessibilidade.
A questão é que enquanto o novo porto não fica pronto e se torno apto à utilização, a realidade do atual agride aos direitos dos usuários, dificulta e exclui parcela destes porque o caminho para alcançar à área onde as embarcações atracam e ou sair dela à pista principal, em Manaus, é uma batalha entre humanos de diferentes idades, dificuldades de locomoção, e cargas de todos os tamanhos e pesos.
Ao mesmo tempo, os usuários se defrontam com partes danificadas, corrosão e oxidação de pedaços da estrutura (ferrugem), espaço estreito na escada onde carregadores e passageiros disputam espaço e tentam aos empurrões alcançar o barco ou a pista. É um cenário vergonhoso e de extremo desrespeito às pessoas.
Uma cidade com o tamanho de Manaus, quinta maior economia do Brasil e posição estratégica do país na Amazônia oferecer um porto do nível deste é no mínimo contrassenso. Porém, nesse caso, se trata de algo mais sério, expõe a omissão governamental que fechou os olhos a deterioração do porto ao longo do tempo, aparentemente, mantido na marra por aqueles que dele necessitam.
É preciso que os setores responsáveis pelo porto façam algum tipo de melhoria na área, garantam margem de segurança e de acessibilidade aos trabalhadores e demais usuários.

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