Manaus/AM – A Operação Covil do Mamon revelou a estrutura de duas organizações criminosas que atuavam de forma organizada e hierarquizada, envolvendo práticas como agiotagem, extorsão, homicídios, lavagem de dinheiro e até um caso de aborto durante sequestro.
O delegado Fernando Bezerra diz que, “a investigação foi exitosa porque conseguiu identificar toda a cadeia criminosa, todos os responsáveis por cada etapa da cadeia”. A quadrilha estava dividida em núcleos específicos: diretivo, operacional, logístico e financeiro.
Núcleo diretivo: formado pelas lideranças, responsáveis por coordenar as ações e definir estratégias.
Núcleo operacional: executava diretamente as cobranças e agressões contra as vítimas.
Núcleo logístico: cuidava do fornecimento de insumos, veículos e armas para sustentar as atividades criminosas.
Núcleo financeiro: responsável pela ocultação e simulação de valores, caracterizando lavagem de dinheiro.
“Uma vez que nós alcançamos o núcleo diretivo, o núcleo operacional, o núcleo logístico e o núcleo financeiro da organização criminosa. Então, estão presos as lideranças, estão presos os cobradores, estão presos aqueles que abastecem de insumos à organização criminosa através da logística de veículos, logística de armas e também alcançamos aqueles que executam as ações diretas, criminosas, de cobranças a juros exorbitantes”.
O delegado destacou que “não se trata de simples empréstimos, mas de empréstimos a juros abusivos e extorsivos”.
“É importante lembrar aqui que não se trata de simples empréstimos. São, na realidade, empréstimos a preço a a juros abusivos, extorsivos. Temos casos aqui de R$ 150 emprestado que se tornou R$ 45.000 de dívida. Né? Temos casos que a a dívida progrediu em em uma progressão que não se justifica para mais de R$ 400.000”.
As cobranças eram feitas de forma violenta, com ameaças, lesões corporais e até homicídios. “É uma forma extremamente inescrupulosa de cobrança. Temos catalogados homicídios derivados desses atos”, afirmou.
A investigação também identificou movimentações financeiras expressivas. “Somente uma dessas organizações movimentou por volta de 24 milhões de reais”, disse o delegado.
Conforme o delegado, o líder de um dos grupos já foi identificado e só não foi preso ainda porque está internado com problemas graves de saúde.
“Ele está submetido a um procedimento médico nesse momento que inviabiliza a sua prisão. Ali, esse indivíduo não foi preso exatamente porque ele está numa unidade de tratamento intensivo em um dos hospitais municipais”.
Além disso, dois policiais militares do Amazonas foram presos em Santa Catarina, acusados de integrar o núcleo financeiro da quadrilha. “Eles são responsáveis principais pelo núcleo financeiro, atuando nos atos de ocultação e lavagem de dinheiro”, detalhou o delegado.
A operação cumpriu 20 das 25 prisões preventivas decretadas pela Justiça, com mandados executados no Amazonas, Roraima, Paraíba e Santa Catarina. Foram apreendidas armas de fogo, espadas, veículos, computadores e celulares, que passarão por perícia para identificar novos alvos e conexões com outros crimes.
O delegado também falou sobre o material apreendido, entre eles espadas que seriam um “fetiche” do líder da organização criminosa. Ele também informou que as investigações vão continuar para identificar e prender outros suspeitos.
“Aqui nós temos armas de fogo, nós temos espadas, nós temos também mídias em geral, computadores, celulares e nós vamos fazer uma avaliação acerca de todo esse material para justamente averiguar se ainda há outros alvos a serem incluídos nessa investigação, porque nós temos consciência de que a investigação não para por aí e vem a segunda fase dessa investigação”.
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