PF prende delegado em esquema de roubo de ouro no Amazonas – bncamazonas.com.br

Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 09/06/2026 às 07:59 | Atualizado em: 09/06/2026 às 08:33
A Polícia Federal voltou a mirar agentes da segurança pública do Amazonas nas investigações sobre o roubo de uma carga de ouro avaliada em cerca de R$ 45 milhões.
Na manhã desta terça-feira (9 de junho), policiais federais realizaram diligências em um condomínio de alto padrão de Manaus e prenderam o investigador da Polícia Civil Luciano de Souza Granjeiro em mais uma fase da apuração que busca identificar toda a estrutura criminosa envolvida no caso.
O investigador é do 1⁰ Distrito Integrado de Polícia (DIP) da capital e é apontado pela operação como um dos suspeitos de participação no planejamento e na execução do esquema criminoso.
A Polícia Federal ainda não divulgou oficialmente a identidade dos alvos nem detalhes das medidas judiciais cumpridas nesta etapa da investigação.

As suspeitas são especialmente graves porque parte da investigação aponta que o roubo teria sido planejado e executado com a participação de agentes públicos responsáveis justamente pelo combate ao crime.
Durante as diligências desta manhã, policiais federais também realizaram buscas no 1⁰ DIP e nos arredores do condomínio após receberem informações de que documentos e aparelhos celulares teriam sido descartados pelo policial investigado na tentativa de ocultar provas.
A operação é desdobramento das investigações iniciadas após a apreensão de 72,6 quilos de ouro extraído ilegalmente, carga avaliada em aproximadamente R$ 45 milhões e considerada uma das maiores já registradas no Amazonas.

O caso ganhou repercussão nacional em outubro de 2025, quando dois policiais militares e um policial civil foram presos sob suspeita de participação no esquema envolvendo o transporte ilegal de ouro.
Desde então, a Polícia Federal passou a investigar a existência de uma associação criminosa mais ampla, com possível participação de outros agentes públicos e colaboradores externos.
No fim de maio deste ano, a PF deflagrou a operação Auxílio Criminoso para aprofundar as investigações sobre o assalto e identificar todos os envolvidos.
Na ocasião, o órgão informou que havia indícios da participação de agentes de segurança e que os investigados poderiam responder por crimes como roubo, associação criminosa, usurpação de bens da União e fraude processual.

A nova fase da investigação amplia o desgaste das forças de segurança do Amazonas, que nos últimos anos vêm acumulando casos de policiais investigados por envolvimento com facções criminosas, tráfico de drogas, extorsão, roubos e esquemas de corrupção.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, o episódio representará mais um capítulo da infiltração do crime organizado em estruturas estatais responsáveis pela repressão à criminalidade, justamente em uma atividade de alto valor econômico ligada à exploração ilegal de ouro na Amazônia.
A Polícia Federal deve divulgar nas próximas horas um balanço oficial da operação e confirmar as medidas adotadas contra os investigados.
Leia mais no site do governo.

Foto: BNC Amazonas
Brasil Norte Comunicação
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