Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 09/06/2026 às 10:01 | Atualizado em: 09/06/2026 às 10:02
A operação Piloto de Fuga, deflagrada na manhã desta terça-feira (9 de junho), ampliou o cerco das autoridades sobre o esquema investigado de roubo de ouro que envolve agentes da segurança pública do Amazonas.
Além do cumprimento de mandados no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), equipes da Polícia Federal realizaram buscas em três condomínios de alto padrão de Manaus: Quinta das Laranjeiras, Copenhague e Residencial Amazonas.
A nova fase das investigações resultou na prisão preventiva de mais um policial civil investigador e reforçou a suspeita de que o grupo investigado pode ser maior do que o inicialmente identificado pelas autoridades.
Segundo o Ministério Público do Amazonas (MP-AM), as diligências têm como principal objetivo aprofundar a apuração da dinâmica dos fatos, localizar novas provas e identificar a eventual participação de outros envolvidos no esquema criminoso.
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As medidas cautelares foram solicitadas pelas 60ª e 61ª promotorias de Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública, responsáveis pelo acompanhamento das investigações em razão do envolvimento de agentes públicos da segurança estadual.
De acordo com o promotor de Justiça Armando Maia, titular da 60ª procuradoria especializada, o material apreendido durante as buscas poderá ajudar a esclarecer como o esquema funcionava e quem mais teria participado das ações investigadas.
“A operação tem como objetivo aprofundar a apuração sobre a dinâmica dos fatos, reunir novas provas e identificar a eventual participação de outras pessoas no esquema investigado”, afirmou o promotor.
A expectativa dos investigadores é que celulares, computadores, documentos e registros financeiros permitam reconstruir a cadeia de comando e a movimentação dos suspeitos.
A operação ocorre em um momento considerado decisivo da apuração, uma vez que as autoridades já identificaram indícios de articulação entre agentes públicos e outros participantes ainda não formalmente responsabilizados.
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A investigação tem origem nos fatos registrados em 30 de outubro de 2025, quando a Polícia Federal prendeu em flagrante um investigador da Polícia Civil e dois policiais militares durante uma ocorrência que culminou na apreensão da maior carga de ouro já registrada no Amazonas.
O caso ganhou repercussão nacional pela dimensão da apreensão e pelas suspeitas de envolvimento de agentes encarregados da própria segurança pública.
Posteriormente, a operação Auxílio Criminoso foi deflagrada para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis participantes do esquema.
Agora, com a operação Piloto de Fuga, o Ministério Público e a Polícia Federal avançam sobre novos alvos e buscam consolidar elementos que possam sustentar futuras denúncias criminais.
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O caso se soma a uma série de investigações recentes envolvendo policiais suspeitos de participação em atividades ilícitas no Amazonas, incluindo tráfico de drogas, corrupção, extorsão e associação com organizações criminosas.
Para o Ministério Público, o aprofundamento das apurações é fundamental para identificar todos os responsáveis e impedir que estruturas estatais sejam utilizadas para proteger ou viabilizar atividades criminosas.
As investigações seguem sob sigilo e novas medidas não estão descartadas. A avaliação dos órgãos responsáveis é que as provas recolhidas nesta fase poderão revelar novos personagens e ampliar o alcance de um dos mais emblemáticos casos de infiltração criminosa em estruturas da segurança pública amazonense.
Foto: divulgação/MP
Brasil Norte Comunicação
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