No Amazonas, 4,4 mil beneficiários deixaram o Bolsa Família em maio – amazonas atual

MANAUS – O ministério do Desenvolvimento, Assistência Social, Família e Combate à Fome registrou que 116 mil famílias do Amazonas deixaram o Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026. A saída do programa social ocorreu ao aumentarem a renda familiar com atividades remuneratórias como emprego com carteira assinada ou atividade empreendedora. Somente em maio deste ano, 4,4 mil famílias no estado saíram do programa por terem superado os critérios de permanência – Regra de Proteção, mecanismo que permite a permanência temporária no programa mesmo após a elevação da renda familiar.
Manaus concentrou o maior número de famílias que deixaram o benefício em maio, com 1,7 mil desligamentos. Na sequência aparecem Manacapuru (164), Autazes (142), Itacoatiara (140), Lábrea (140), Parintins (124), Manicoré (119), Iranduba (118), Maués (102) e Tefé (83).
Criada na reformulação do Bolsa Família, a Regra de Proteção permite que famílias que aumentaram a renda continuem recebendo parte do benefício por um período de transição. Atualmente, mesmo após ultrapassarem o limite de renda de R$ 218 por pessoa, os beneficiários podem permanecer no programa recebendo 50% do valor do auxílio por até 12 meses, desde que a renda per capita da família permaneça abaixo de R$ 706.
Segundo o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, a medida busca estimular a inserção dos beneficiários no mercado de trabalho sem que a perda imediata do benefício represente um risco para a renda familiar.
No país, mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026 após ampliarem a renda. Os maiores números foram registrados em São Paulo (745,6 mil), Distrito Federal (546 mil), Bahia (487,6 mil), Minas Gerais (430,2 mil) e Rio de Janeiro (393,7 mil).
Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) cruzados com o Cadastro Único indicam que 80% das vagas com carteira assinada criadas no primeiro trimestre de 2026 foram ocupadas por pessoas inscritas em programas sociais do governo federal.
Além disso, estudo da FGV (Fundação Getulio Vargas) aponta que a renda do trabalho da população mais pobre cresceu 10,7% em 2025, resultado atribuído à ampliação do emprego formal e aos mecanismos de proteção previstos no programa.

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