Mãe de Débora Alves desabafa sobre pedido de perdão de Gil Romero: 'Não perdoo' – Portal do Holanda

A sentença pelo assassinato de Débora Alves, de 18 anos, foi anunciada na madrugada de hoje (1°). O tribunal condenou Gil Romero a 63 anos e 7 meses de prisão e José Nilson a 17 anos e 8 meses de prisão.
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Após o julgamento, a mãe da vítima, Paula Cristina, fez um desabafo emocionado ao comentar o pedido de perdão feito por Romero. Para ela, o gesto não tem valor, já que o condenado não confessou o crime nem revelou o que aconteceu com Débora e com o bebê Arthur.
“Ele pediu perdão, mas eu não perdoei. O perdão não vem de mim, vem de Deus. Em nenhum momento ele falou a verdade”, disse Paula, destacando que esperava ouvir uma explicação sobre o destino do neto, mas Romero se limitou a transferir a responsabilidade para outro envolvido”.
A mãe também relatou a revolta por ter que encarar Romero sem que ele demonstrasse arrependimento real:
“Eu esperava pelo menos um pouco de humanidade nele, mas não vi. Ele é frio. Tirou a alegria da minha filha, que era uma menina feliz, batalhadora e empreendedora.”
Em outro momento, Paula lembrou a reação da filha mais velha ao ouvir o pedido de perdão de José Nilson:
“Minha filha chorou muito. Ela me disse: ‘Mãe, eu não tenho ódio dele. Eu só tenho dó.’ E é isso que eu sinto: piedade. O julgamento não cabe a mim, cabe a Deus. Tenho certeza de que a mão de Deus um dia vai pesar sobre Romero.”
Paula também falou sobre o impacto emocional de acompanhar o julgamento e sobre a angústia da espera pela condenação:
“Eu não queria estar aqui, eu queria estar em casa com a minha filha e meu neto. Eu não queria nada disso. Mas agradeço a cada um de vocês pelo apoio à minha família.”
A defesa da família de Débora falou sobre a sentença e afirmou que a Justiça foi feita e o resultado foi exatamente aquele que ela e a equipe tinham desenhado:
“Realmente foi muito satisfatório a dosimetria da pena aplicada aos acusados e principalmente pelo conselho de sentença ter feito justiça, reconhecendo e punindo ambos os acusados pelo homicídio qualificado. Principalmente com relação à qualificadora do feminicídio aplicada ao condenado de Romero e também com relação a reconhecimento do crime do aborto, sem o consentimento da gestante e pela prática do crime de ocultação de cadáveres, tanto com relação à vítima Débora, como com relação à vítima Arthur”, enfatiza a advogada Goreth Rubi.
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