Em entrevista exclusiva, Leopoldo Montenegro aposta em comunicação simplificada e benefícios fiscais para conectar a Suframa ao Brasil
Leopoldo Augusto Melo Montenegro, superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), participou de entrevista exclusiva à Gazeta na última semana, em São Paulo. Foto: Yasmin Martildes/Gazeta de S.Paulo
Leopoldo Augusto Melo Montenegro, superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), participou de entrevista exclusiva à Gazeta na última semana, em São Paulo.
Leopoldo assumiu o cargo em abril deste ano, em substituição a Bosco Saraiva, que deixou a função a pedido. A mudança foi publicada no Diário Oficial da União.
O novo superintendente é servidor da Suframa, mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), com especializações em Gestão de Projetos e Gestão de Pessoas, além de graduação em Direito e Administração.
Na entrevista, Leopoldo afirmou que a prioridade da gestão é manter os indicadores positivos e avançar na modernização tecnológica da instituição. Além disso, falou sobre investimentos, gestão, política e novidades do segmento.
“Eu cheguei recentemente e um dos objetivos é estabelecer uma nova comunicação. Mostrar, de uma forma simples, a importância da Zona Franca de Manaus. Se falarmos de uma forma muito técnica, muitas vezes as pessoas não vão entender a sua complexidade e importância para o Brasil”, afirmou Leopoldo Montenegro.
O superintendente complementou a explicação apontando a principal reivindicação dos empresários que atuam no local.
“Estamos tentando estabelecer uma nova comunicação, para que a sociedade, de uma forma geral, não só quem está no Norte do Brasil, mas quem está em outras regiões, compreenda o que é essa Zona Franca de Manaus. Que compreenda que esse modelo não é exclusivo de Manaus, ele consegue abastecer todo o mercado nacional e beneficiar inúmeras pessoas. Atualmente, a demanda dos nossos empresários locais é ampliar e reforçar ainda mais a infraestrutura.”
A Zona Franca de Manaus é um polo industrial e tecnológico brasileiro localizado na capital do Amazonas, na região Norte do País.
Atualmente, o polo concentra mais de 600 empresas que fabricam bens de diferentes segmentos, desde eletrônicos, eletrodomésticos e automóveis até alimentos, bebidas, brinquedos e vestuário.
Segundo a projeção do superintendente Leopoldo Montenegro, outras 200 empresas devem se instalar na região nos próximos dois anos, ampliando ainda mais a presença industrial no local.
Para atrair novos investimentos, a Zona Franca oferece benefícios tributários, como isenções e descontos em impostos de importação, exportação e ICMS.
“Hoje, qualquer empresa pode ter acesso à Zona Franca de Manaus. Nós temos um site institucional da Suframa. Se você digitar ‘Suframa’ no Google, vai aparecer o nosso site institucional, onde estão todos os contatos das áreas ligadas à Superintendência da Zona Franca de Manaus. Além disso, também temos um Instagram chamado ‘Suframa Oficial’. Esse perfil pode ser acessado por qualquer pessoa, e contamos com uma equipe justamente responsável por explicar essa complexidade que é a Zona Franca de Manaus para os empresários e para a sociedade”, complementa
Coordenado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), em parceria com empresas incentivadas do polo industrial e institutos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), o programa Zona Franca de Portas Abertas oferece visitas monitoradas às fábricas que integram o Polo Industrial de Manaus (PIM).
Transformado em programa institucional da Suframa em janeiro de 2024, o projeto conta com a participação de indústrias e institutos de PD&I que recebem visitantes para apresentar a história das empresas, produtos, processos produtivos, modelos de gestão e a cultura corporativa das companhias instaladas no polo industrial.
Segundo a Suframa, um dos principais objetivos da iniciativa é ampliar a interlocução entre a sociedade e as empresas incentivadas da Zona Franca de Manaus, além de divulgar os impactos socioeconômicos e ambientais do modelo para a região e para o País.
O programa atende visitantes locais, turistas de outros estados e estrangeiros, além de instituições de ensino e representantes de diferentes setores.
A proposta também busca fortalecer o turismo de lazer, técnico e científico em Manaus, além de estimular setores como comércio e serviços. Outro foco do projeto é despertar o interesse profissional de estudantes e ampliar o conhecimento da população sobre o funcionamento e os resultados da Zona Franca de Manaus.
Por questões operacionais, o programa atende exclusivamente solicitações de visitas feitas por organizações públicas e privadas, como instituições de ensino, entidades de classe e agências de viagens.
Mais informações pelo e-mail: [email protected]
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