Essa seria a nova bancada de federais do AM, segundo pesquisa Ipen/G6 – bncamazonas.com.br

Neuton Corrêa, da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 28/05/2026 às 06:23 | Atualizado em: 28/05/2026 às 06:30
A primeira pesquisa do ano eleitoral encomendada pelo G6 ao Ipen para a disputa por vagas na Câmara dos Deputados indica um cenário de forte renovação parcial da bancada amazonense em Brasília e confirma o peso decisivo das chapas partidárias no sistema proporcional.
O G6 é formado por BNC Amazonas, Amazonas Atual, Portal do Marcos Santos, Portal Único, Portal do Mário Adolfo e Blog do Hiel Levy.
A pesquisa Ipen ouviu 1.200 eleitores em 11 municípios do Amazonas entre os dias 17 e 22 de maio. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada com os números: AM-07612/2026 e BR-06835/2026.
Se a eleição fosse hoje, quatro partidos conquistariam as oito vagas do Amazonas na Câmara Federal: PL, Republicanos, MDB e PSD.
Pelo levantamento, a nova bancada seria formada por:
A oitava vaga permaneceria em disputa técnica dentro das regras de sobra eleitoral, mas, pelo cenário atual, o PSD aparece competitivo para mantê-la.
O cálculo considera o desempenho individual dos candidatos somado à força das chapas partidárias, critério decisivo nas eleições proporcionais.
Republicanos pode fazer dois deputados
O Republicanos aparece como uma das chapas mais competitivas da disputa. Somados, os candidatos do partido alcançam 20,3% das intenções de voto.
Na projeção proporcional, o partido alcançaria cerca de 406 mil votos, suficientes para eleger dois deputados federais.
Nesse cenário, Amom Mandel seria o mais votado do Amazonas e ajudaria diretamente na reeleição de Silas Câmara. Ambos já possuem mandato e retornariam à Câmara dos Deputados.
A pesquisa mostra que, mesmo sem repetir neste momento o favoritismo absoluto de eleições anteriores, Amom continua sendo um forte puxador de votos.
PL também faria duas cadeiras
O PL aparece com a maior soma entre os partidos pesquisados, alcançando 23,8%.
A projeção aponta aproximadamente 476 mil votos para a legenda, número suficiente para garantir duas vagas.
Nesse cenário, Sargento Salazar deixaria a Câmara Municipal de Manaus para assumir mandato em Brasília. Já Alfredo Nascimento retornaria ao Congresso Nacional. Ele já exerceu os cargos de senador e deputado federal.
Apesar da liderança entre os nomes do PL, Salazar ainda não confirma, neste momento, o favoritismo absoluto para ser o candidato mais votado da eleição.
MDB mostra força da chapa
O MDB alcança 15,7% na soma geral de seus candidatos:
A legenda chegaria a aproximadamente 314 mil votos, suficientes para eleger dois deputados.
Pela projeção atual, Adail Filho e Saullo Vianna garantiriam mandato.
O desempenho do MDB chama atenção porque a força do partido não está concentrada apenas em um puxador de votos. A legenda montou uma chapa considerada equilibrada, com dois candidatos competitivos e nomes que ajudam a ampliar a votação total da sigla.
PSD deve garantir apenas uma vaga
O PSD soma 9% das intenções de voto:
A projeção indica cerca de 180 mil votos para a legenda, suficientes para uma vaga.
Nesse cenário, Átila Lins seria reeleito e ampliaria sua trajetória histórica na Câmara Federal, chegando ao décimo mandato consecutivo e consolidando-se novamente como decano da bancada amazonense e de todo o Congresso.
Já Sidney Leite aparece em situação de risco e pode não conseguir a reeleição.
PT teria votação forte, mas não alcançaria vaga
O PT aparece com:
Mesmo com desempenho individual expressivo, o partido alcançaria cerca de 116 mil votos, insuficientes para conquistar vaga.
A situação repete parcialmente o cenário de 2022, quando Zé Ricardo foi um dos candidatos mais votados do estado, mas acabou não sendo eleito devido ao desempenho insuficiente da chapa partidária.
União Progressista não alcançaria quociente
A federação União Progressista soma 5,5%:
A projeção aponta cerca de 110 mil votos, insuficientes para eleger deputados.
Nesse cenário, Joana Darc poderia deixar a Assembleia Legislativa sem conseguir vaga em Brasília, enquanto Fausto Júnior perderia o mandato de deputado federal.
Apesar disso, lideranças da federação ainda são vistas como competitivas por causa da forte estrutura política do grupo, que atualmente controla o Governo do Amazonas, a Assembleia Legislativa e possui influência em grande parte das prefeituras do interior.
Avante também ficaria sem representação
O Avante soma 3,5%:
A legenda alcançaria cerca de 70 mil votos e, neste momento, não conseguiria eleger representantes.
O resultado indica dificuldade do partido em montar uma chapa competitiva para a disputa proporcional.
Projeção da bancada do Amazonas
Pelo cenário atual da pesquisa G6/IPEN, a bancada amazonense na Câmara dos Deputados ficaria assim:
A projeção considera exclusivamente os números atuais da pesquisa e pode sofrer alterações ao longo da campanha eleitoral.
Fotomontagem GPT: Imagens/divulgação

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