(Foto: Divulgação/Assessoria Avante)
Manaus (AM) – Pré-candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury criticou a polarização política e defendeu a construção de consensos durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (4), em Manaus.
A declaração ocorreu após sua chegada à capital amazonense, onde participa de agenda partidária ao lado do prefeito de Manaus, Renato Junior, do pré-candidato ao Governo do Amazonas, David Almeida, e do presidente nacional do Avante, deputado Luís Tibé.
Ao falar com jornalistas, Cury afirmou que o país precisa abandonar a lógica da divisão política e buscar a união em torno de interesses comuns.
“Nós temos que ser a voz da soma e não mais da divisão. O Brasil não suporta, como foi bem dito, essa polarização insana, porque não há dois barcos, há um barco só, chamado Família Brasileira. E quem está dirigindo esse barco são mandatários, contratados pelo voto e, acima de tudo, empregados, pagos pelo contribuinte, com prazo de validade para ser despedidos.”
O pré-candidato também defendeu uma visão de liderança baseada no serviço público.
“E o maior líder de uma nação, o presidente, nunca deveria se colocar como o maior líder de uma nação, mas como o maior servo de uma nação. Porque, reitero, a grandeza de um ser humano está em não usar o poder para que a sociedade o sirva, mas usar o poder para servir a sociedade.”
Durante a coletiva, Cury destacou sua condição de alguém sem trajetória política tradicional e afirmou que isso lhe permitiria reunir diferentes perfis para uma eventual gestão.
“Eu sou de fora da política. Infelizmente, sou de fora da política. Tenho, talvez, mais condições do que qualquer outro pré-candidato de escolher pessoas notáveis da própria política, com história notável de gestão, para serem ministros.”
Segundo ele, a construção de um pacto nacional passaria pela participação de representantes da política, das universidades e da administração pública.
“Também tenho mais condições, por ser de fora, de escolher mentes brilhantes das universidades. E também gestores com alta capacidade da área pública para fazer um pacto nacional. E eu tenho amigos em todos os lugares, em todos os partidos.”
Ao abordar a polarização, Cury afirmou que o fenômeno não está restrito ao Brasil e apontou fatores contemporâneos que, segundo ele, contribuem para o aumento das tensões sociais.
“Isso está errado no mundo todo. Não é só no Brasil. A radicalização e a polarização são um fenômeno mundial.”
O pré-candidato também relacionou o cenário atual ao excesso de estímulos e ao ambiente digital, defendendo maior capacidade de escuta e compreensão das pessoas.
“A vida toda eu treinei as minhas habilidades para escutar aquilo que as palavras nunca disseram. Mas, infelizmente, nessa era da polarização, você só escuta quem te machuca. Você só escuta aqueles que estão próximos. Não escuta a voz daquelas pessoas invisíveis, a imagem da dor delas.”
Ao encerrar a fala, Cury avaliou que a sociedade vive um período marcado pelo aumento das críticas e pela redução do reconhecimento dos acertos.
“Estamos na era do apontamento de falhas e não na era dos elogios, na era da celebração dos acertos. E nós temos que mudar essa equação.”
O evento com a participação de Augusto Cury está programado para ocorrer às 18h desta quinta-feira (4), no Studio 5, em Manaus.
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