De acordo com as investigações, Ronald e Vinicius fazem parte de um grupo de agiotagem liderado por Gustavo da Silva Albuquerque, que está foragido
(Foto: Reprodução)
Ronald Sales Ramos Filho e Vinicius Miranda Munhoz, o ‘Japa’, foram presos, na manhã desta segunda-feira (8), suspeitos de integrarem um esquema de agiotagem envolvido em roubos e sequestros na capital amazonense. A ação é um desdobramento da Operação Tormenta, que desarticulou um grupo responsável por um esquema milionário de extorsão, roubo e lavagem de dinheiro no Amazonas.
De acordo com as investigações, Ronald e Vinicius fazem parte de um grupo de agiotagem liderado por Gustavo da Silva Albuquerque, que está foragido. Embora com a deflagração de duas fases da Operação Tormenta, que culminou na prisão de cerca 15 pessoas, o grupo continuava a operar o esquema de agiotagem.
“Identificamos que eles faziam uso de dois veículos e passamos então a realizar um monitoramento constante a esses veículos. Na tarde de ontem visualizarmos esses veículos na região da Ponta Negra, onde foi feito uma abordagem e foi realizado dado o cumprimento da ordem de prisão preventiva em relação ao Ronald e ao Vinicius”, detalhou o delegado Cícero Túlio, titular do 1° Distrito Integrado de Polícia (DIP).
As investigações identificaram que o grupo de agiotas conseguia obter informações sobre dados pessoais de familiares das vítimas e então passavam a ameaçar essas pessoas também, promovendo novas extorsões.
“As pessoas estão com coragem agora de relatar que estão sendo extorquidos. Só neste ano aproximadamente 40 pessoas foram presas nessas operações e aproximadamente R$ 10 milhões foram objetos de constituições judiciais, tanto de veículos quanto bloqueios em ativos financeiros dessas quadrilhas”, relatou o delegado.
Ronald Sales Ramos Filho e Vinicius Miranda Munhoz foram presos e responderão pelos crimes de associação criminosa, extorsão mediante sequestro, extorsão majorada e roubo majorado. Após os procedimentos cartorários, serão apresentados em audiência de custódia e ficarão à disposição do Poder Judiciário.
As investigações continuam, e considerando a prova de que o grupo criminoso continua a operar o esquema de agiotagem a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) avalia a necessidade de representar por novas prisões relacionadas aos indiciados no âmbito da Operação Tormenta.












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