Iram Alfaia, do BNC Amazonas em Brasília
Publicado em: 27/05/2026 às 17:33 | Atualizado em: 27/05/2026 às 17:33
A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27/5)), por 34 votos favoráveis e apenas quatro contrários, a proposta de emenda à Constituição (PEC), que reduz a jornada de trabalho das atuais 44 para 40 horas semanais e acaba com a escala 6×1 (seis dias de trabalho com apenas um de descanso).
Os deputados amazonenses Saullo Vianna (MDB) e Sidney Leite (PSD), integrantes da comissão especial, foram a favor da PEC.
“A redução da jornada e o fim da escala é uma conquista dos trabalhadores. Depois de muitos anos isso será votado pela Câmara”, disse Vianna em apoio ao texto do relator, deputado Léo Prates (Republicanos-BA).
A PEC, que será votada no plenário ainda nesta quarta-feira, é simples e propõe em nove artigos a adoção imediata do modelo 5×2 (cinco dias de trabalho com dois dias de folga) e a redução de 44 para 42 horas a partir de 60 dias da promulgação. Após 12 meses da promulgação, a jornada será reduzida para as 40 horas.
“A 6×1 tem de acabar, quero viver e não apenas trabalhar”, gritaram a palavra de ordem os deputados da base do governo na vitória contra um destaque de preferência apresentado pelo PL, uma manobra para evitar a aprovação da matéria.
Os deputados passaram a defender o texto da PEC, de autoria de Erika Hilton (Psol-SP), que propõe a escala 4×3 (quatro dias de trabalho com três de descanso).
A manobra foi feita após 62 parlamentares do PL terem assinado a emenda, rejeitada pelo relator, para adiar por dez anos a entrada em vigor desses benefícios aos trabalhadores.
“Nós recebemos com profundo espanto, mas não surpresa, a manobra covarde praticada pelo PL de tentar enterrar aquilo que com muito esforço foi construído”, disse Erika, autora da proposta.
Foto: Sandro Pereira/Câmara dos Deputados
Brasil Norte Comunicação
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