Braga chama PT de ‘resto’ às vésperas da visita ao Amazonas – bncamazonas.com.br

Neuton Corrêa, da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 25/05/2026 às 06:39 | Atualizado em: 25/05/2026 às 06:42
O senador Eduardo Braga (MDB) expôs neste sábado um desgaste público com o Partido dos Trabalhadores (PT) ao minimizar o peso político da legenda e chamar o partido de “resto”. Foi durante agenda em Parintins, no sábado.
Assim, a declaração ocorreu após questionamento do jornalista Hudson Lima sobre a decisão petista de reiterar apoio ao ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT) como nome da sigla para as eleições de 2026, ignorando Braga entre os pré-candidatos apoiados pela legenda.
A resposta do senador evidenciou uma crise política entre o MDB amazonense e setores do PT.
O problema é que a crise ocorre justamente às vésperas da visita do presidente Lula ao Amazonas. O presidente deve desembargador hoje em Manaus. Nos bastidores, lideranças avaliam que o ambiente da agenda presidencial poderá ser marcado por constrangimentos, olhares atravessados e um clima de hostilidade velada entre aliados do governo federal no estado.
Durante entrevista em Parintins, Braga afirmou estar mais preocupado “com o voto do Koiote” do que com o apoio petista. A reação foi em referência ao BNC que divulgou a decisão interna do partido. A fala foi interpretada por dirigentes do PT como um recado direto à legenda, historicamente aliada do presidente Lula no Amazonas.
O desgaste ganhou força após o diretório estadual do PT fechar apoio político ao senador Omar Aziz e ao ex-deputado Marcelo Ramos, deixando Eduardo Braga fora da estratégia prioritária do partido para 2026. A decisão provocou desconforto entre aliados do emedebista que integra a base do governo Lula no Senado e é um dos principais articuladores políticos do Palácio do Planalto no Amazonas.
A declaração de Braga em Parintins amplia a tensão dentro do campo governista amazonense. O problema é que ocorre num momento em que o presidente Lula tenta consolidar alianças regionais. A expectativa é que a visita presidencial reúna no mesmo espaço Eduardo Braga, Omar Aziz, Marcelo Ramos e um contingente expressivo de militantes petistas, cenário que pode transformar a agenda institucional em palco de disputas políticas locais.
Nos bastidores do PT, integrantes da legenda avaliam que a fala do senador foi desnecessária e agravou uma relação que já vinha se deteriorando desde as articulações eleitorais para 2026.
Foto: Hudson Lima/Koiote

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