Maior parte dos recursos solicitados por empresas do estado é destinada a investimentos, segundo o BNDES
(Foto: Divulgação)
Empresas do Amazonas já solicitaram R$ 502 milhões em financiamentos na nova etapa do programa Brasil Soberano, segundo dados divulgados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O estado lidera o volume de pedidos na Região Norte, com a maior parte dos recursos direcionada a projetos de investimento, que somam R$ 500 milhões.
Os pedidos começaram a ser recebidos em 15 de maio e fazem parte de uma linha de crédito voltada a setores industriais, empresas exportadoras e atividades consideradas estratégicas para a economia brasileira. Em todo o país, as solicitações já alcançam R$ 8,5 bilhões.
Das quatro linhas disponíveis, o maior volume de recursos solicitados foi para Investimentos (R$ 4,33 bilhões). Na sequência, aparecem Giro (R$ 2,57 bilhões), Giro Exportação (R$ 1,41 bilhão) e Bens de Capital (R$ 170 milhões).
Os pedidos de crédito da nova fase do Plano Brasil Soberano começaram a ser recebidos no dia 15 de maio, há menos de um mês. Desde então, o BNDES já aprovou R$ 2,4 bilhões. Foram realizadas 176 operações, sendo 79 com empresas de grande porte e 97 com micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).
O maior volume de operações envolveu setores industriais considerados relevantes. Foram 95 ao todo. Em seguida, aparecem os exportadores e para países em conflito (44 operações) e os exportadores que que sofrem impacto com as tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos (34). Em menor número, também foram realizadas operações envolvendo fornecedores que atendem as empresas exportadoras.
“Esse desempenho reforça o BNDES como ferramenta fundamental da estratégia de desenvolvimento do país. Orientado pelas diretrizes do governo do presidente Lula, o Banco tem atuado para fortalecer a produção nacional, apoiar segmentos econômicos mais expostos às oscilações do cenário global e preservar empregos e investimentos. Em um contexto marcado por desafios como os impactos do tarifaço e os conflitos no Oriente Médio, o BNDES vem contribuindo para dar segurança, competitividade e perspectivas de crescimento à economia brasileira”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Os setores com maior volume de recursos aprovados são produtos alimentícios (R$ 800 milhões), petróleo e combustível (R$ 300 milhões), produto de metal (R$ 296 milhões), máquinas e equipamentos (R$ 162 milhões) e comércio (R$ 161 milhões).
Três grupos de empresas têm direito ao crédito, conforme a Portaria Interministerial publicada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e pelo Ministério da Fazenda (MF). No primeiro grupo, as empresas exportadoras de bem industriais e seus fornecedores afetados pelas medidas tarifárias impostas dos Estados Unidos, cujo faturamento bruto com exportações representou 5% ou mais do valor apurado no período de doze meses entre 1º de julho de 2024 a 30 de julho junho de 2025. Neste grupo estão empresas dos setores do aço, cobre, alumínio, automotivo e de moveleiro.
No segundo grupo, estão incluídas empresas atuantes em setores industriais de média-baixa, média-alta ou alta intensidade tecnológica com relevância na balança comercial brasileira, assim como aqueles setores identificados para adaptação ou modernização produtiva em função de acordos comerciais, ou identificados como estratégicos para a transição para uma economia de baixo carbono. Integram esse grupo empresas do ramo têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, máquinas e equipamentos, aparelhos elétricos, eletrônicos e de informática, borracha e plástico, equipamentos de transporte, além minerais críticos.
No terceiro grupo, empresas exportadoras de bens industriais, e seus fornecedores, para países do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã, cujo faturamento bruto com exportações represente 5% ou mais do valor apurado no período de doze meses entre 1º de janeiro de 2025 e 31 de dezembro de 2025.












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