Tadeu de Souza alerta para fuga de empresas da Zona Franca – Amazonas1

Tadeu de Souza, ex-vice-governador do Amazonas e pré-candidato a deputado federal nas Eleições Gerais de 2026. (Foto: Ricardo Machado/Assessoria de Comunicação Tadeu de Souza)
Manaus (AM) – O ex-vice-governador do Amazonas e pré-candidato a deputado federal, Tadeu de Souza (PP), voltou a defender a Zona Franca de Manaus (ZFM) e alertou para o risco de o Brasil perder investimentos industriais para outros países da América Latina. Segundo ele, os questionamentos ao modelo amazonense acabam beneficiando concorrentes estrangeiros, como Paraguai e México.
“A empresa que deixa de operar aqui não vai para São Paulo. Ela vai para o México ou para a Zona Franca do Paraguai. Então qualquer questionamento jurídico ou tentativa das entidades industriais paulistas em inviabilizar a ZFM não tira empresas daqui e leva pra lá. Elas saem do Brasil e vão para outros países”, afirmou.
A declaração ocorre em meio ao embate entre a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), entidades que historicamente divergem sobre os incentivos fiscais concedidos ao modelo criado em 1967.
Nos últimos meses, representantes do setor produtivo amazonense reagiram a iniciativas e questionamentos apresentados por entidades paulistas em relação às vantagens tributárias da ZFM.
A avaliação predominante entre empresários e autoridades do Amazonas é que a judicialização e as constantes disputas em torno do tema geram insegurança para investidores e comprometem a competitividade do Polo Industrial de Manaus.
O embate ganhou novos capítulos após questionamentos levados ao Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo benefícios fiscais assegurados à Zona Franca. Em resposta, a Suframa e entidades como o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) reforçaram que os incentivos possuem proteção constitucional e desempenham papel estratégico para a economia e para a preservação ambiental da Amazônia.
Enquanto a disputa entre Amazonas e São Paulo se prolonga, cresce a concorrência internacional. O Paraguai vem consolidando um ambiente considerado mais atrativo para a instalação de fábricas por meio do regime de maquila, que oferece baixa carga tributária, custos trabalhistas menores e energia mais barata.
Em outra manifestação em defesa do modelo, Tadeu de Souza destacou que a Zona Franca terá papel ainda mais relevante no cenário econômico brasileiro após a implementação da reforma tributária.
“A partir de 2032, o único local no Brasil que vai ter atividade incentivada vai ser a Zona Franca de Manaus”, afirmou o ex-vice-governador.
Para Tadeu, a preservação do modelo é fundamental para manter empregos e impedir que o Brasil perca espaço na disputa internacional por investimentos.
Responsável por milhares de empregos diretos e indiretos e por grande parte da atividade econômica do Amazonas, a Zona Franca de Manaus também é apontada por especialistas como um instrumento de preservação ambiental, ao oferecer uma alternativa de desenvolvimento baseada na industrialização em uma região que mantém a maior parte de sua cobertura florestal.
Diante do avanço de países vizinhos e dos sucessivos questionamentos aos incentivos fiscais, representantes do setor produtivo defendem que a manutenção da segurança jurídica do modelo é fundamental para impedir a saída de empresas e evitar que investimentos brasileiros continuem migrando para outros países.
 
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