MANAUS – A reforma tributária, que assegurou os incentivos fiscais às empresas instaladas no PIM (Polo Industrial de Manaus), gerou uma rápida expansão do número de indústrias e empregos na capital amazonense, com uma demanda crescente por terras para a instalação de novas empresas.
De acordo com o superintendente da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), Leopoldo Montenegro, nos próximos três anos a expectativa é que o PIM receba mais de 200 novas fábricas, entre projetos aprovados pelo CAS (Conselho de Administração da Suframa) ou em fase de implementação.
O problema que a falta de terrenos tem gerado um gargalo para a instalação dessas novas empresas e, para equacionar o problema, é necessária uma mudança urgente no Plano Diretor do Município de Manaus.
O Plano Diretor só permite a instalação de empresas do ramo industrial no raio de 10 quilômetros da área urbana, o que impede a expansão para além do perímetro onde há fábricas instaladas, como na rodovia estadual AM-010 (Manaus-Itacoatiara).
A Suframa sugere que esse perímetro seja ampliado para permitir a instalação de fábricas até o quilômetro 35 da rodovia. No atual contexto legal, essa expansão esbarra em questões ambientais, incluídas na lei para proteção da fauna, da flora e dos cursos d’água nas áreas não urbanas do município.
De acordo com o superintendente da Suframa, é necessário agilizar esse processo sob pena de o Amazonas perder investimentos de empresas que querem se instar na Zona Franca de Manaus.
Para alterar o Plano Diretor, o prefeito precisa encaminhar um projeto de lei à Câmara Municipal de Manaus. Os vereadores podem acelerar o processo para aprovar a proposta, e assim contribuir com o desenvolvimento econômico e a geração de empregos na cidade.
Leopoldo Montenegro afirma que a instalação de novas unidades industriais em Manaus não gera apenas empregos, mas amplia a economia, à medida que aumenta a demanda do comércio e de serviços no município.
Segundo dados da Suframa, entre os empreendimentos que se preparam para iniciar ou ampliar operações no PIM estão empresas estratégicas da indústria nacional, como a Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A., com foco em medicamentos sólidos; a Royal Enfield Brasil, que ampliará sua presença com motocicletas de alta cilindrada; e a Karina Plásticos da Amazônia Ltda., do setor termoplástico, que investirá em compostos de resina para rotomoldagem e masterbatch.
Ainda de acordo com a Suframa, com a atração desses novos investimentos, a Zona Franca de Manaus amplia sua atuação como braço estratégico da indústria nacional e fator chave para a integração das cadeias produtivas brasileiras. “Longe de competir, o modelo atua de forma complementar aos demais parques industriais do País”, afirmou Montenegro.
Atualmente, dezenas de empresas mantêm operações simultâneas na ZFM e em outros estados brasileiros. É o caso da Samsung, LG Electronics, Panasonic, Flextronics, Foxconn, Elgin, Honda, Electrolux, Whirlpool, 3M, Schneider Electric, Sagemcom e Zilia Technologies, entre outras.
De acordo com o superintendente Leopoldo Montenegro, a presença de empresas com operações na ZFM e em outros estados reforça a tese de que a ZFM funciona como uma engrenagem de reforço da indústria nacional.
“A união entre a capacidade produtiva instalada no Amazonas e a expertise logística e comercial de outros centros permite que o Brasil fortaleça sua competitividade industrial, otimize processos e gere emprego e renda em todo o território”, afirmou Montenegro.
O superintendente destacou ainda que, com a contínua atração de investimentos, a Suframa reafirma seu papel de indutora do desenvolvimento. “Garantiremos, assim, que a Zona Franca de Manaus permaneça como um território fértil para a inovação, a geração de empregos e a consolidação de um futuro econômico equilibrado para toda a nação”, reforçou.
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