Publicado em: 08/06/2026 às 09:11 | Atualizado em: 08/06/2026 às 09:12
O Amazonas aparece entre os estados que mais deixaram de pagar direitos autorais durante as festas juninas do ano passado. Levantamento do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) coloca o estado na terceira posição do ranking nacional de inadimplência.
Segundo o estudo, o Amazonas concentra 12% dos valores não recolhidos entre maio e agosto de 2025. Pernambuco lidera a lista com 20%, seguido pela Bahia, com 17%.
Juntos, os três estados acumulam cerca de R$ 40 milhões em débitos relacionados à execução pública de músicas durante o período junino.
O Ecad é responsável pela arrecadação e distribuição dos direitos autorais pagos a compositores, intérpretes e demais titulares das obras musicais executadas em eventos públicos, shows, festas, rádios, televisões e estabelecimentos comerciais.
A cobrança deve ser feita pelos organizadores dos eventos, sejam eles públicos ou privados.
A entidade demonstra preocupação com a possibilidade de repetição do cenário em 2026, especialmente por causa da importância econômica das festas juninas para artistas e compositores.
“A música é a alma das festas juninas. Por trás de cada show, quadrilha ou arraial, existem compositores e artistas que dependem do pagamento dos direitos autorais para serem remunerados pelo uso de suas obras. Quando um evento deixa de pagar, toda essa cadeia criativa é impactada e ele ainda está descumprido a lei”, afirmou a superintendente do Ecad, Isabel Amorim.
As festas juninas estão entre os eventos culturais que mais movimentam o setor musical brasileiro e representam uma das principais fontes de arrecadação para autores e artistas em diversas regiões do país.
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