Amazonas cria BOPE e fortalece operações especiais da Polícia Militar – URB News

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A Polícia Militar do Amazonas (PMAM) vai reestruturar sua tropa de elite, após a aprovação do Projeto de Lei nº 345/2026, que extingue o Batalhão Raio e transforma a tradicional Companhia de Operações Especiais (COE) no Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), batizado como “Batalhão Guarani”.  A medida, proposta pelo governador Roberto Cidade, amplia o combate ao crime organizado no estado.
A mudança estrutural promove uma reconfiguração na espinha dorsal do policiamento de elite no estado. Na prática, a transição de companhia para batalhão confere à tropa maior capilaridade e autonomia administrativa, superando as barreiras logísticas de uma estrutura até então limitada.
A elevação de nível hierárquico militar garante um fluxo direto de investimentos, maior planejamento de incursões fluviais ou helitransportadas de longa duração e robustez orçamentária, cujas despesas iniciais serão absorvidas pelas dotações já vigentes da própria PM.
Para especialistas em segurança pública, a medida representa mais do que uma simples alteração de nomenclatura. O ex-secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Amadeu Soares, avalia que a mudança fortalece a capacidade de enfrentamento ao crime.
“Essa mudança para batalhão praticamente triplica o efetivo da companhia. Ou seja, estamos robustecendo a estrutura de enfrentamento ao crime organizado. Isso melhora treinamento, capacitação, aquisição de armamentos e equipamentos para enfrentamento em alto nível. Era uma mudança necessária”, afirmou o coronel.
O especialista em segurança Mário Aufiero destaca que a sofisticação da criminalidade local passou a ditar uma resposta estatal proporcional e tecnicamente superior à adotada nas rotinas do policiamento convencional de rua.
“Estruturar equipes com tecnologia de ponta, snipers e especialistas em gerenciamento de crises aumenta a pronta-resposta e sobressai redes criminosas da nossa região. A criação de um batalhão garante respaldo jurídico, administrativo e operacional”, ressaltou o especialista.
O que muda na prática?
O texto aprovado pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) ressalta que o BOPE manterá subordinação direta ao Comando de Policiamento Especializado (CPE), atuando como a tropa de pronta-resposta em casos críticos.
O novo batalhão terá como atribuições o gerenciamento de crises, resgate de reféns, operações de alto risco, cumprimento de mandados em áreas críticas, combate às organizações criminosas, patrulhamento tático especializado e intervenções em cenários extremos.
O projeto, embora não especifique aportes financeiros extras imediatos, abre prerrogativas legais para que o Poder Executivo firme convênios e capte tecnologias de ponta e armamentos de grosso calibre.
Com informações de Ana Patrícia Dias, do Toda Hora. 
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