Amazonas possui 438 obras paralisadas conforme levantamento do TCU – Amazonas1

(Foto: Maxwell Oliveira e Luiz Albuquerque (drone)/ Implurb)
Manaus (AM) – O estado do Amazonas possui atualmente 438 obras paralisadas conforme os dados atualizados em abril de 2025 pelo Tribunal de Contas da União. Esse montante equivale a 59,7% do total de 734 empreendimentos acompanhados pelo órgão de controle no território estadual. O volume de investimentos previstos para a conclusão dessas obras suspensas atinge 1,3 bilhão de reais enquanto o governo federal já aplicou 439,5 milhões de reais nesses projetos.
Embora as áreas de educação básica com 230 obras e saúde com 126 registros liderem o ranking de paralisações, o levantamento identifica interrupções em diversos outros setores da administração pública. O segmento de infraestrutura e mobilidade urbana contabiliza 48 projetos parados em todo o estado. O painel também aponta obras sem continuidade nas áreas de saneamento com 12 ocorrências, transportes com 2 registros, além de projetos isolados nos setores de esporte e turismo.
A evolução histórica dos diagnósticos revela que o percentual de obras paralisadas no Amazonas cresceu nos últimos anos. Em agosto de 2022 o índice era de 43,9% e atingiu seu pico em abril de 2024 com 65,5% dos projetos suspensos. Atualmente o estado soma 4,2 bilhões de reais em investimentos totais previstos para toda a carteira de obras federais monitoradas.
A capital amazonense concentra 22 obras paralisadas do total de 50 projetos monitorados pelo painel informativo. Esse número representa uma taxa de paralisação de 44% no município. O valor estimado para concluir esses trabalhos interrompidos em Manaus soma 261,9 milhões de reais.
O governo federal já destinou 84,2 milhões de reais para os empreendimentos que hoje se encontram sem atividade na cidade. A análise detalhada por setor mostra que a saúde lidera as interrupções na capital com 11 obras paradas seguida pela educação básica com 7 projetos suspensos.
O levantamento em Manaus também registra obras paralisadas nos segmentos de educação superior, educação profissional e infraestrutura urbana. O Ministério da Saúde aparece como o principal repassador de recursos para as obras paralisadas em Manaus com 11 projetos sob sua responsabilidade.
O Ministério da Educação vincula-se a outras 10 construções interrompidas na capital amazonense. No contexto geral do município os investimentos previstos para todas as obras chegam a 877 milhões de reais.
 
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