Caso Débora: homem que mandou matar amante grávida e bebê é condenado a 63 anos de prisão em Manaus – Portal Em Tempo

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Após cinco dias de julgamento, a Justiça do Amazonas condenou os dois acusados pela morte de Débora da Silva Alves e do bebê que ela esperava. A sentença saiu na madrugada desta segunda-feira (1º), durante sessão da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus.
As penas ficaram definidas da seguinte forma:
O julgamento começou na quarta-feira (27), no Fórum Ministro Henoch Reis, e terminou apenas nas primeiras horas desta segunda-feira. O processo se estendeu por cinco dias devido à complexidade do caso e ao número de testemunhas ouvidas.
Segundo o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), os jurados condenaram Gil Romero por todos os crimes apontados pela acusação. Já no caso de José Nílson, o Conselho de Sentença afastou duas qualificadoras e a acusação de feminicídio, mas manteve a condenação por homicídio qualificado por motivo torpe.
O juiz Fábio Alfaia presidiu a sessão e determinou a manutenção da prisão dos dois réus para o imediato cumprimento das penas.
O caso teve grande repercussão no Amazonas. Durante os cinco dias de julgamento, familiares, amigos e movimentos acompanharam as discussões entre acusação e defesa.
Débora desapareceu em 29 de julho de 2023 após sair de casa para encontrar Gil Romero, apontado pela polícia como pai do bebê. Segundo a investigação, ele prometeu entregar dinheiro para ajudar na compra do berço da criança.
Dias depois, equipes localizaram o corpo da jovem em uma área de mata no bairro Mauazinho, na Zona Leste de Manaus. Na época, ela estava grávida de oito meses.
Conforme a Polícia Civil, os criminosos asfixiaram Débora e depois queimaram o corpo na área da Usina Termoelétrica Mauá 2.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Amazonas (MPAM), Gil Romero mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima e não queria assumir a gravidez. Por isso, a acusação sustenta que ele planejou o crime para esconder a relação.
Ainda segundo o MPAM, os acusados colocaram o corpo da jovem em um tonel e atearam fogo. Em seguida, retiraram o bebê do ventre de Débora e lançaram o corpo da criança no rio.
A polícia prendeu José Nílson poucos dias após o crime. Já Gil Romero fugiu para Curuá, no Pará. No entanto, equipes das polícias civis do Amazonas e do Pará localizaram e prenderam o suspeito em agosto de 2023.
Durante as investigações, Gil Romero apresentou versões contraditórias sobre o destino do bebê. Primeiro, afirmou que a criança havia sido queimada junto com a mãe. Depois, declarou que retirou o bebê do ventre de Débora antes de jogar o corpo no rio.
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