Brasil atinge desenvolvimento inédito e Amazonas lidera retomada – bncamazonas.com.br

Aguinaldo Rodrigues, especial para o BNC Amazonas
Publicado em: 27/05/2026 às 20:20 | Atualizado em: 27/05/2026 às 20:20
O Brasil chegou a 2024 com o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,805, marcando seu ingresso inédito no grupo de nações com muito alto desenvolvimento humano.
Os dados são do Radar IDHM, divulgados nesta terça-feira (26 de maio) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
Desde 2012, quando registrava 0,744, o país obteve crescimento consistente amparado nas dimensões de longevidade, educação e renda.
Apesar da evolução celebrada pela agência da Organização das Nações Unidas (ONU), a pesquisa indica que os avanços ocorreram de forma desigual e que o progresso não alcança a todos na mesma velocidade.
O relatório expõe disparidades persistentes: pessoas brancas estão no patamar de muito alto desenvolvimento (0,851), enquanto a população negra registra 0,774.
A mesma assimetria é identificada na comparação de gênero e na distribuição territorial.

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No desmembramento entre as unidades federativas, dez delas já alcançaram o nível mais alto da escala.
O Distrito Federal segue no topo absoluto com 0,866, seguido por São Paulo (0,838) e Santa Catarina (0,833).
O Amazonas posiciona-se no 17º lugar da lista, com a marca de 0,767, dividindo a posição com Pernambuco.
Com essa pontuação, o estado consolida-se solidamente na faixa de alto desenvolvimento humano.
O grande destaque amazonense trazido pelos detalhes do documento foi sua forte resiliência diante do caos da pandemia de coronavírus (covid-19) de 2020 e 2021, sobretudo.
O estado registrou a maior capacidade de recuperação do país no cenário pós-pandemia, com um incremento de +0,096 em seu índice.
Esse salto ganha uma dimensão ainda mais profunda e histórica frente à tragédia humanitária no governo Bolsonaro.
Naquela ocasião, a capital amazonense enfrentou o colapso completo do sistema de saúde com a falta de oxigênio nos hospitais, o que resultou em centenas de mortes trágicas por asfixia.
O episódio dramático foi severamente agravado pela atuação negligente do governo de Bolsonaro e Eduardo Pazuello, que foi omisso na logística para garantir o insumo vital a tempo e priorizou o incentivo a tratamentos sem eficácia comprovada.
Superar essas perdas profundas e encabeçar a retomada em nível nacional evidencia a imensa força de reconstrução local.
Leia mais no G1.

Foto: Chico Batata/Agecom
Brasil Norte Comunicação
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