Família pede pena máxima para Gil Romero e José Nilson por morte de grávida em 2023
José Júnior, pai de Débora, cobra da Justiça a condenação dos culpados pela morte da filha e do neto (Imagem: TV A Crítica)
O julgamento de Gil Romero Machado Batista e José Nilson Machado de Oliveira, acusados pela morte da jovem grávida Débora Alves, começou nesta terça-feira (27), no Fórum Ministro Henoch Reis, na zona Sul de Manaus. O caso, ocorrido em julho de 2023, ganhou repercussão nacional pela brutalidade do crime.
Familiares da vítima acompanharam o início do júri e cobraram justiça. A expectativa do Ministério Público é que o julgamento dure entre três e quatro dias, devido à complexidade do caso e à quantidade de testemunhas e provas apresentadas.
O promotor de Justiça André Pifânio Martins classificou o crime como “um dos casos mais violentos e brutais da história do Estado do Amazonas” e afirmou que o Ministério Público está confiante na condenação dos réus.
Débora Alves estava grávida de oito meses quando desapareceu. O corpo dela foi encontrado posteriormente no bairro Mauazinho. Segundo as investigações, Gil Romero seria o pai da criança e teria contado com a ajuda de José Nilson para cometer o crime.
A mãe da vítima, Paula Cristina Souza, afirmou esperar pela condenação máxima dos acusados.
O pai de Débora, José Júnior, preferiu permanecer do lado de fora do plenário durante o julgamento. Segundo ele, a decisão foi tomada para evitar uma reação emocional diante dos acusados.
A tia da vítima, Rita de Cássia, também acompanhou o julgamento e afirmou que a família aguarda o encerramento do processo para conseguir viver o luto.
Segundo o juiz Carlos Henrique Jardim da Silva Alfaia, responsável por presidir o júri, o primeiro dia do julgamento será voltado à oitiva das testemunhas de acusação e defesa. Os réus devem ser interrogados apenas no dia seguinte.












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