Fora do topo, Amazonas melhora índice de desenvolvimento humano – bncamazonas.com.br

Iram Alfaia, do BNC Amazonas em Brasília
Publicado em: 26/05/2026 às 21:09 | Atualizado em: 26/05/2026 às 21:09
Segundo dados do Radar IDHM 2024, divulgados nesta terça-feira (26 de maio), pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o Amazonas não chega ao topo do ranking brasileiro, mas obteve melhoras e se consolidou na faixa de Alto Desenvolvimento Humano (0,767) em 2024.
Esse índice varia de 0 a 1 e, quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento. O Pnud avalia três pilares: longevidade (saúde), educação e renda.
O Brasil fechou o ano de 2024 com o maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de sua história, chegando a 0,805.
O Amazonas, por exemplo, está distante do Distrito Federal (líder nacional com 0,866) e de São Paulo (0,838), mas posiciona-se à frente de estados do Nordeste como Alagoas (0,746) e Maranhão (0,745). 
O estado demonstra melhora consistente em relação ao período da pré-pandemia. Em 2019, o IDHM do Amazonas era de 0,740. Com a crise sanitária em 2021, o índice recuou para 0,727, mas apresentou uma forte recuperação até chegar aos 0,767 em 2024. 
Manaus possui o maior IDHM do estado com 0,737, um contraste com os menores índices do estado: Atalaia do Norte (0,450), Itamarati (0,477) e Santa Isabel do Rio Negro (0,479).
Já a região metropolitana de Manaus atingiu um IDHM de 0,796 em 2024, muito próximo de entrar na faixa de “Muito Alto Desenvolvimento Humano”, que começa em 0,800.
A evolução foi expressiva, considerando que em 2021 (pico dos impactos da Covid-19), o índice havia despencado para 0,715.
Pilares
Com relação ao IDHM Longevidade em 2019, 2021 e 2024, nota-se que os efeitos da pandemia foram mais acentuados em Rondônia (-0,101), Amazonas (-0,094), Roraima (-0,084) e Mato Grosso (-0,083).
Em relação ao IDHM Renda em 2024, os estados com os menores níveis foram Maranhão (0,658), Ceará (0,677) e Amazonas (0,680), com renda domiciliar per capita média de R$ 481,46, R$ 540,67 e R$ 550,19, respectivamente.
Os estados com maiores valores de IDHM Renda, em 2024, foram Distrito Federal (0,837), São Paulo (0,799) e Santa Catarina (0,797), com renda domiciliar per capita média de R$ 1.465,10, R$ 1.157,15 e R$ 1.138,05, respectivamente.
Lula
Os números foram comentado pelo presidente Lula da Silva que esteve no Amazonas nesta terça-feira (26/5).
“Um resultado que não é coincidência, mas reflexo de escolhas políticas consistentes e coordenadas, com impacto direto nos indicadores de educação, longevidade e renda mapeados pelo IDHM. O maior destaque no período foi a educação, que saltou de 0,679 para 0,798 desde 2012”, avalia o presidente.
Segundo ele, outro avanço significativo veio na redução da desigualdade racial: o IDHM da população negra cresceu 10,3% entre 2012 e 2024, quase o dobro da população branca (5,5%), que partia de patamar mais alto.
“Merece destaque também o aumento dos níveis de desenvolvimento nos estados do Norte e Nordeste, com crescimento relativo acima da média nacional. Sabemos que ainda temos um longo caminho pela frente, com desigualdades regionais, de gênero e de raça que precisam ser superadas. O resultado já alcançado mostra que estamos no caminho certo”, diz Lula.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Brasil Norte Comunicação
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