No dia 28 de abril, Melquisedeque Galvão foi preso acusado de cometer crimes sexuais contra menores de idade. Cerca de um mês depois da ‘bomba’ estourar no meio dos esportes de combate, uma atualização relevante foi anunciada, fruto dos desdobramentos do caso. Irmão do prestigiado treinador de jiu-jitsu Melqui Galvão, Enoque Galvão também foi preso nesta terça-feira (26), em Manaus (AM), acusado de cometer práticas similares à do irmão contra menores, como estupro e importunação sexual.
A informação foi dada em primeira mão através das redes sociais de Alessandra Campelo, deputada estadual da Assembleia Legislativa do Amazonas (veja abaixo ou clique aqui). Assim como Melqui, Enoque Galvão também atuava como policial civil no estado. Agora, se torna suspeito de estuprar e importunar sexualmente duas alunas do projeto social de seu irmão que, à época do suposto abuso, teriam 15 anos de idade.
“Tem mais uma informação. Enoque Sara de Lima Galvão também foi preso pela polícia civil do Amazonas por estupro e importunação sexual de menores. Ele também foi preso nesta manhã por crimes similares ao do irmão. São dois estupradores que se confiavam e adquiriam a confiança das famílias para estuprar menores. E a maioria eram meninas em situação de vulnerabilidade econômica. Eles se aproveitavam da autoridade, os dois sendo policiais e instrutores renomados de jiu-jitsu”, informou a deputada estadual.
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Para além da prisão de Enoque, outra atualização ocorreu no caso original, de Melqui Galvão. Antes preso temporariamente, o pai do fenômeno do jiu-jitsu Mica Galvão agora está oficialmente preso de forma preventiva. Sendo assim, atualmente detido em São Paulo, após ser transferido de Manaus, o treinador faixa-preta não tem prazo máximo para ficar sob cárcere – anteriormente estabelecido em 30 dias.
“Estou trazendo as novas informações sobre o caso Melqui Galvão. Hoje foi decretada a prisão preventiva dele, que antes estava em prisão temporária. A gente tem mais seis vítimas nesse pedido de prisão. Crianças com 12, 14 anos e que foram estupradas por ele”, complementou Alessandra Campelo, em seu pronunciamento.
Antes de ter a prisão decretada nesta terça, Enoque Galvão já havia se tornado alvo de investigações. Policial civil de Manaus, ele seria suspeito de facilitar a entrada de uma pessoa na prisão em que seu irmão estava recluso. A denúncia surgiu após vir à tona que Melqui, mesmo preso, estaria utilizando celulares para entrar em contato com as supostas vítimas e ameaçá-las, em uma tentativa de intimidação. Na ocasião, de forma preventiva, Enoque foi afastado das funções operacionais na polícia e, semanas depois, acabou preso, acusado de cometer crimes da mesma natureza de seu irmão.
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