À medida que se aproximam as eleições gerais de 2026, torna-se inevitável uma reflexão mais profunda sobre o momento que o Amazonas atravessa. A apresentação, na Dinamarca, da proposta preliminar do Acelerador Global de Implementação Climática sinaliza que o regime climático internacional entrou em fase executiva.
Homens públicos que pretendem representar o Estado precisam compreender que esse novo ambiente não é transitório — é estruturante.
A centralidade da Amazônia nesse cenário amplia visibilidade, mas também intensifica responsabilidades.
Infraestrutura estratégica, exploração responsável de minerais críticos, agregação de valor às cadeias produtivas e integração logística dependem de estabilidade institucional e capacidade de articulação federativa.
Esse contexto exige representantes que saibam dialogar com órgãos de controle, compreender o funcionamento das instâncias internacionais, negociar interesses regionais e conduzir políticas públicas com maturidade técnica.
Projetos dessa magnitude não se improvisam. Exigem experiência administrativa, visão de longo prazo e equilíbrio institucional.
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.
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