Antônio Paulo, do BNC Amazonas em Brasília
Publicado em: 21/05/2026 às 15:31 | Atualizado em: 21/05/2026 às 15:32
O Ministério dos Portos e Aeroportos e a Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN) apresentaram, nesta quarta-feira (21/5), as ações realizadas no período de 2023-2026.
Entre os destaques está a ampliação do terminal hidroviário de Manaus, conhecido como “Manaus Moderna”, com investimentos de R$ 876 milhões. Assim como as instalações portuárias (IP4) em municípios do Amazonas como Barcelos, Envira e Itacoatiara, além de obras no Pará.
E ainda a realização de obras de dragagem e manutenção da navegabilidade nos rios Amazonas (trecho Manaus – Itacoatiara), Solimões (trechos Coari-Codajás, Benjamin Constant – São Paulo de Olivença) e do rio Madeira, na região de Porto Velho (RO).
Ao mesmo tempo, a expansão dos investimentos em infraestrutura hidroviária, especialmente na região Norte e nas hidrovias da Amazônia, como a do rio Madeira, teve papel de destaque no biênio de ações.
Os dados da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN) mostram que os investimentos federais em infraestrutura hidroviária saltaram de R$ 716 milhões entre 2019 e 2022 para R$ 1,5 bilhão entre 2023 e 2026, com previsão de mais de R$ 540 milhões apenas na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026.
Navegação estratégica
O ministro Tomé Franca enfatizou que o governo federal vem tratando a navegação interior como estratégica para o desenvolvimento econômico e social da Amazônia.
“O fortalecimento das hidrovias representa um novo momento da logística brasileira, com foco na integração regional, redução de custos e ampliação da infraestrutura para passageiros e cargas”, disse.
Já o secretário de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier destacou que a Amazônia ocupa posição central no planejamento da pasta.
“As hidrovias amazônicas são fundamentais para o abastecimento, para o transporte de passageiros e para o desenvolvimento regional. Estamos estruturando investimentos permanentes para garantir navegabilidade e segurança”, afirmou.
Hidrovia do Madeira
Dessa forma, a Hidrovia do Rio Madeira é considerada estratégica para o escoamento da produção da Região Norte e do Centro-Oeste. O governo federal confirmou que a concessão da hidrovia está prevista para o primeiro semestre de 2027.
As ações no rio Madeira incluem dragagem, manutenção da navegabilidade e melhorias operacionais na região de Porto Velho (RO), buscando reduzir os impactos provocados pelas secas severas registradas nos últimos anos.
“Precisamos garantir previsibilidade logística para a Amazônia. O Rio Madeira é uma das principais artérias econômicas do país”, afirmou o secretário Otto Burlier.
De acordo com os dados apresentados pela secretaria, o transporte de cargas por vias navegáveis interiores apresentou crescimento de 12,4% no período analisado, alcançando 145 milhões de toneladas transportadas em 2025.
Portos do Amazonas
Também foi citado no balanço do Ministério dos Portos e Aeroportos o conjunto de investimentos em terminais hidroviários da Amazônia. A SNHN informou que foram entregues estruturas IP4 (pequenos portos) em municípios do Amazonas como Barcelos, Envira e Itacoatiara, além de obras em Juruti e Oriximiná no Pará.
A secretaria informou ainda que está em andamento o contrato de operação e manutenção das IP4s no Amazonas, Rondônia e Roraima, contemplando 54 municípios e beneficiando cerca de 4,2 milhões de habitantes. O contrato prevê investimentos superiores a R$ 572 milhões.
Manaus Moderna
Outro anúncio foi a ampliação do Terminal Hidroviário de Manaus, conhecido como “Manaus Moderna”. A previsão do governo é assinar ainda em maio de 2026 a ordem de serviço para elaboração do projeto e construção da nova estrutura, com investimento estimado em R$ 876 milhões.
A obra deverá beneficiar diretamente os mais de 2,1 milhões de habitantes da capital amazonense e impactar toda a população do estado.
Obras de dragagem
Entre as ações detalhadas pela SNHN também estão as obras de dragagem e manutenção da navegabilidade em importantes rios amazônicos. A apresentação destaca intervenções nos seguintes trechos:
• Rio Amazonas (AM): trecho Manaus–Itacoatiara;
• Rio Madeira (RO): região de Porto Velho;
• Rio Solimões (AM): trecho Coari–Codajás;
• Rio Solimões: trecho Benjamin Constant–São Paulo de Olivença.
As ações têm como objetivo garantir navegabilidade durante períodos de seca, reduzir riscos à navegação e assegurar o abastecimento das populações amazônicas.
Nos últimos anos, a estiagem severa impactou fortemente o transporte fluvial na região, especialmente no Rio Madeira, considerado um dos principais corredores logísticos da Amazônia.
A SNHN informou que os serviços incluem dragagem de manutenção aquaviária, monitoramento hidrológico e intervenções emergenciais em pontos críticos.
Monitoramento hidrológico
O secretário nacional também apresentou iniciativas voltadas ao monitoramento hidrológico e segurança da navegação, incluindo o Painel Eletrônico para Monitoramento de Hidrovias e parcerias com a Marinha do Brasil para atualização cartográfica, educação ambiental e prevenção ao escalpelamento em comunidades ribeirinhas.
Na avaliação da secretaria, as futuras concessões hidroviárias devem trazer ganhos logísticos, sociais e ambientais, com redução de emissões, geração de empregos e menor custo no transporte de cargas. A Hidrovia do Rio Madeira aparece entre os principais projetos estruturantes do novo modelo defendido pelo governo federal.
Fotos: BNC Amazonas e Divulgação
Brasil Norte Comunicação
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