Redação Portogente
A Aliança Navegação e Logística, empresa do grupo A.P. Moller-Maersk, iniciará em junho uma nova rota expressa de cabotagem entre os portos de Itapoá (SC) e Manaus (AM), fortalecendo a integração logística entre as regiões Sul e Norte do país.
A nova operação foi estruturada para ampliar a eficiência operacional e oferecer maior previsibilidade logística para cargas transportadas entre os dois polos estratégicos da economia brasileira.
Segundo a companhia, o serviço permitirá trânsito de apenas 13 dias entre Itapoá e Manaus, além de reforçar a frequência operacional no terminal catarinense, que passará a contar com duas escalas semanais.
Além da ligação direta entre Itapoá e Manaus, a operação também proporcionará conexão entre Santos (SP) e a capital amazonense em até 12 dias, ampliando a integração logística da costa brasileira.
A iniciativa faz parte da estratégia da Aliança de fortalecer a cabotagem como alternativa competitiva para o transporte doméstico de longa distância, especialmente em um cenário de aumento dos custos rodoviários e necessidade de maior eficiência operacional.
“Nossa ambição é posicionar a cabotagem como um pilar cada vez mais competitivo na construção de cadeias logísticas integradas no Brasil. Essa evolução de portfólio reforça nosso compromisso em conectar de forma mais eficiente os principais polos econômicos do país e gerar valor consistente aos nossos clientes”, afirmou Luiza Bublitz, presidente da Aliança Navegação e Logística.
O anúncio ocorre em um momento de crescimento da cabotagem brasileira. Nos últimos anos, o modal marítimo doméstico vem ampliando participação na matriz logística nacional, impulsionado principalmente pela busca por redução de custos, maior previsibilidade operacional e menor impacto ambiental.
A movimentação costeira de contêineres, combustíveis e cargas industriais tem apresentado expansão contínua, acompanhada por investimentos em frota, terminais e integração logística.
O programa BR do Mar também contribuiu para estimular novos serviços e ampliar a competitividade da navegação doméstica brasileira.
Especialistas do setor apontam que a ampliação das rotas de cabotagem é estratégica para aumentar a competitividade logística brasileira, principalmente em um país de dimensões continentais como o Brasil.
Além de reduzir a pressão sobre rodovias, o modal marítimo oferece ganhos em escala operacional, segurança e sustentabilidade ambiental.
A ligação entre os polos industriais do Sul e o mercado consumidor da região Norte é considerada relevante para cadeias de abastecimento de eletroeletrônicos, alimentos, insumos industriais, bens de consumo e cargas frigorificadas.
A expectativa da Aliança é ampliar ainda mais a participação da cabotagem na matriz logística brasileira e fortalecer o comércio inter-regional nos próximos anos.



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