Acram Salameh Isper Jr. atua em projetos públicos, pesquisa sobre tecnologia e lança novo livro sobre regulação algorítmica e IA
Kátia Flávia
20/05/2026 13h30
A relação do jurista com tecnologia começou antes da popularização do tema no Brasil. (Foto: Divulgação)
O avanço acelerado da inteligência artificial e das tecnologias baseadas em dados vem ampliando debates sobre transparência, responsabilidade e limites institucionais no uso de sistemas automatizados. Nesse cenário, o jurista amazonense Acram Salameh Isper Jr. tem ganhado projeção nacional ao conectar temas como inteligência artificial, blockchain e Direito Constitucional em pesquisas acadêmicas, obras jurídicas e projetos públicos voltados ao desenvolvimento regional.
Doutor em Direito pela Faculdade Autônoma de Direito de São Paulo (FADISP), Acram também possui mestrado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte em cotutela com a Universidade Autônoma de Lisboa, além de pós-doutorado pela Universidade Federal da Bahia. Sua atuação acadêmica e institucional tem como foco a relação entre tecnologia, democracia, governança pública e segurança jurídica em ambientes digitais.
A relação do jurista com tecnologia começou antes da popularização do tema no Brasil. Ainda em 2013, Acram já escrevia sobre Bitcoin e blockchain em artigos publicados no jornal “A Voz do Advogado”, período em que os debates sobre criptoativos ainda eram restritos ao meio acadêmico e tecnológico. Entre suas obras de maior repercussão está “Blockchain como Garantidor do Sistema Eleitoral Brasileiro”, baseada em sua tese de doutorado sobre segurança eleitoral, rastreabilidade e transparência digital.
Além da produção acadêmica, Acram presidiu desde 2019 a Companhia Amazonense de Desenvolvimento e Mobilização de Ativos (CADA), estatal responsável pela estruturação técnica, jurídica e financeira de projetos estratégicos do Amazonas. O trabalho envolve iniciativas ligadas à otimização de recursos públicos, financiamento de projetos prioritários e desenvolvimento institucional.
O jurista também participa da articulação do Instituto Agathon, iniciativa voltada à pesquisa, inovação e política industrial conectada à Zona Franca de Manaus, à Finep e aos programas da Nova Indústria Brasil. A proposta busca aproximar ciência, tecnologia e desenvolvimento econômico sustentável na região amazônica.
Agora, Acram amplia sua atuação no debate sobre tecnologia e Direito com o lançamento do livro “Regulação Algorítmica e Inteligência Artificial: Abordagens Internacionais e Impactos Sociais”, obra derivada de seu trabalho de pós-doutorado e que será publicada pela Editora Lumen Juris. O livro examina a regulação algorítmica como eixo central do Direito na era da inteligência artificial, abordando temas como transparência, responsabilização, vieses sistêmicos, governança pública e limites institucionais de sistemas autônomos, inclusive no debate contemporâneo sobre superalignment.
Com foco no cenário brasileiro, a obra analisa o Projeto de Lei 2.338/2023 e compara o modelo nacional às experiências regulatórias da União Europeia e dos Estados Unidos, propondo parâmetros para uma regulação proporcional, auditável e orientada à dignidade humana em sociedades orientadas por dados.
Em 2026, Acram também passou a integrar o Conselho Editorial da Editora Lumen Juris, reforçando sua presença no debate jurídico contemporâneo sobre inovação, democracia digital e inteligência artificial. A nova obra será disponibilizada em breve para aquisição pela editora.
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